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Macaúba

Acelen Agripark obtém avanços na viabilização do plantio comercial da macaúba


BiodieselBR.com - 21 ago 2026 - 10:15

Prestes a completar um ano, o Acelen Agripark anunciou ter feito avanços relevantes numa das principais barreiras que estão no caminho da meta da empresa de viabilizar o cultivo comercial da macaúba: a baixa taxa de germinação das sementes.

Na natureza, apenas entre 3% e 5% das sementes desta palmeira nativa conseguem germinar. Mas graças a avanços obtidos por meio de uma parceria desenvolvida com pesquisadores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), a Acelen está conseguindo alcançar taxas de germinação superiores a 80%.

O complexo já conta com uma biofábrica – estrutura com 1.500 m² com processos automatizados – capaz de processar 1,7 milhão de sementes por mês. Com isso, a empresa fica mais perto da meta de produzir mudas de macaúba em grande escala.

US$ 3 bilhões

As metas da Acelen Renováveis para a espécie são ambiciosas. A empresa quer plantar 144 mil hectares de macaúba para abastecer com óleo vegetal a biorrefinaria que está sendo construída pela empresa num terreno anexo à refinaria de Mataripe, no município de São Francisco do Conde (BA).

A unidade deverá ser capaz de fabricar 1 milhão de m³ por ano de diesel verde e de combustível sustentável de aviação (SAF). O projeto como um todo deverá receber US$ 3 bilhões em investimentos – cerca de R$ 15,5 bilhões pelo câmbio de hoje.

Desse montante, cerca de R$ 314 milhões foram investidos no Acelen Agripark para reunir num único espaço os esforços de pesquisa sobre a cadeia da macaúba com laboratórios e uma planta piloto.

"O primeiro ano do Acelen Agripark confirma que a inovação é o caminho para transformar o potencial da macaúba em uma nova cadeia produtiva. Mais do que desenvolver uma cultura agrícola, estamos construindo as bases de um projeto capaz de gerar desenvolvimento regional, fortalecer a transição energética e posicionar o Brasil na liderança desse mercado", afirma Luiz de Mendonça, CEO da Acelen Renováveis.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com