Soja: Abiove eleva exportação de farelo e reduz levemente produção em 2026
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou de 24,9 milhões para 25,3 milhões de toneladas a projeção de exportação de farelo de soja em 2026, alta de 1,6% em relação à estimativa anterior, de 20 de julho. Em contrapartida, a entidade reduziu de 180,568 milhões para 180,464 milhões de toneladas (-0,1%) a projeção para a produção nacional de soja, ajuste que segue o levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado em 13 de agosto.
Com a queda na produção e o avanço nas exportações de farelo, a Abiove revisou para baixo o estoque final projetado tanto para a soja em grão quanto para o derivado. O estoque final de soja passou de 6,583 milhões para 6,479 milhões de toneladas, recuo de 1,6%, enquanto o de farelo caiu de 4,496 milhões para 4,096 milhões de toneladas, queda de 8,9%.
As demais projeções do balanço de oferta e demanda foram mantidas estáveis. A entidade manteve em 900 mil toneladas a importação de soja em grão, em 3 milhões de toneladas o volume de sementes e outros usos, e em 115,4 milhões de toneladas a exportação do grão.
A projeção para o processamento de soja também ficou inalterada, em 63,3 milhões de toneladas, patamar que, se confirmado, representará um novo recorde para o esmagamento da oleaginosa no País.
Entre os derivados, a produção de farelo foi mantida em 48,7 milhões de toneladas e o consumo interno, em 21,4 milhões de toneladas. Para o óleo de soja, todas as projeções ficaram estáveis: produção de 12,75 milhões de toneladas, exportação de 1,7 milhão de toneladas, importação de 125 mil toneladas, consumo interno de 11 milhões de toneladas e estoque final de 836 mil toneladas.
Em nota, a Abiove informou que os dados consolidados indicam a continuidade do ritmo produtivo e de processamento no País. A entidade destacou que o processamento acumulado de soja cresceu 7,7% no ano até junho, somando 28,30 milhões de toneladas, ante igual período de 2025. Em junho, o processamento mensal somou 4,95 milhões de toneladas, recuo de 5,3% ante maio, mas alta de 7,3% na comparação com junho de 2025, já considerando o ajuste pelo porcentual amostral.
Também em nota, o diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, Daniel Furlan Amaral, afirmou que "a revisão das estimativas reflete a manutenção do dinamismo no processamento nacional de soja e a sólida demanda externa, impulsionada pelo avanço nas exportações de farelo". Segundo ele, "o crescimento contínuo do esmagamento no acumulado do ano reforça a capacidade operacional e a competitividade do setor industrial brasileiro".


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